Como comentei abaixo sobre o massacre de Sabra e Shatila, acho justo também comentar que conheci tal história através da música “Expresso Oriente”, que faz parte do disco Pânico em SP, dos Inocentes. Esse álbum é de extrema importância para mim, desde que o conheci, em seu lançamento, ele figura entre as obras nacionais de que mais gosto. O disco traz músicas de grande destaque na carreira do grupo paulistano, tais como “Rotina”, “Ele Disse Não”, “Pânico em SP” e “Não Acordem a Cidade”. Os Inocentes, vindos do berço da música punk, foram classificados como traidores do movimento, mas acredito que rótulos pouco importam, o que deve realmente ser destacado é a qualidade do trabalho em si, algo que a banda provou possuir por diversas vezes. Mesmo tendo sido lançado como um EP (disco em que a quantidade de faixas era reduzida), Pânico em SP deixou bem claro que o grupo Inocentes realmente tinha algo a dizer e que o faria com grande competência. Ouça no Volume Máximo!
Após o holocausto causado pelos nazistas, reforçou-se a idéia do movimento sionista, que pregava a idéia de que os judeus deveriam possuir um Estado nacional. Partindo daí, fundou-se em 1948, na Palestina, que era governada pelos ingleses, o Estado de Israel. Tal idéia de criação desse Estado data desde 1922, mas não como um Estado soberano. Para os judeus, a Palestina é a terra prometida, contudo, a região já era ocupada por povos de cultura e tradição tão antigas quanto à dos recém-chegados, que não viram com bons olhos a invasão de seu território, e em sua grande maioria são formados, até hoje, por pobres e analfabetos. Em 1948, após a proclamação do Estado de Israel, os ingleses se retiraram e, imediatamente, Israel foi atacado pelo Egito, o Iraque, a Jordânia, o Líbano e a Síria, que foram derrotados em poucos meses. Após tal derrota milhares de palestinos tiveram que abandonar a região e foram exilados. Assim nasce outro drama: o dos refugiados palestinos.
O Líbano, que sempre despertou interesse entre os sionistas, foi invadido por Israel em 1982. Com a invasão, a responsabilidade pela proteção e integridade dos civis libaneses passou a ser de Israel e grande parte dos refugiados palestinos foi concentrada nos campos de Sabra e Shatila, na periferia de Beirute. O Ministro da Defesa de Israel, na época, era Ariel Sharon.
Fotografia que captura o local pouco tempo depois do massacre
Na noite de 16 para 17 de setembro de 1982, milicianos cristãos maronitas, contrários às massas árabes muçulmanas e que haviam feito aliança com Israel, invadiram os campos de Sabra e Shatila e massacraram milhares de pessoas, sendo que no início do massacre a maioria foi morta a facadas, silenciosamente. Tal incidente durou por volta de 40 horas e, dependendo da fonte de informação, estimasse que o número de mortos varie entre 800 a 3.500 pessoas. As primeiras notícias do massacre causaram uma onda de indignação mundial e tropas da ONU foram encaminhadas para Beirute, com o fim de proteger os campos de refugiados. Ariel Sharon negou qualquer envolvimento israelense com o fato, contudo, foi demitido do cargo de Ministro da Defesa na época. Até hoje paira a dúvida se os israelenses estão diretamente ligados ao fato ou não, o que não deixa dúvida é que se tratou de um ato terrorista de extrema covardia contra civis, merecendo um julgamento como crime de guerra.
Abaixo, um vídeo de aproximadamente 4
minutos que demonstra todo o horror do massacre de Sabra e Shatila. São imagens
fortes, mas que não devem ser esquecidas e sim servirem de exemplo para a
humanidade. Fatos como esse não deveriam se repetir jamais!
Novidade no site UOL, foi ao ar esta semana o primeiro especial ao vivo no Estúdio Mega em SP e para começar bem convidaram o SKANK para tocar e divulgar seu novo disco, ESTANDARTE, e eu escolhi a bela Ainda Gosto Dela para colocar aqui no BEST VIDEOCLIP, som lindo!!
Seria o número sete realmente místico? Essa pergunta é bem complicada de se responder, porém o misticismo que envolve esse numeral é bem interessante. A criação da semana foi baseada pelos povos antigos nos sete astros conhecidos na época: o Sol, a Lua, Marte, Mercúrio, Júpiter, Vênus e Saturno, e parte daí algumas explicações para a vasta aparição do número sete na história da humanidade, por parte de alguns estudiosos, porém, não há nada conclusivo sobre tal fato. Alguns o consideram como o número da perfeição, outros se impressionam com a quantidade de vezes que ele aparece na Bíblia e alguns outros com sua aparição até em elementos da natureza. A tentativa de interpretação de toda essa mitologia em torno do número sete depende de cada um, mas o principal que não podemos negar é que sua presença em diversos assuntos faz com que o número sete seja um número bastante curioso. Alguns exemplos de sua aparição:
- 7 são os dias da semana;
- 7 são as notas musicais;
- 7 dias para a criação do Mundo;
- 7 são as cores do arco-íris;
- 7 são os palmos de uma sepultura;
- 7 são as Trombetas do Apocalipse;
- 7 são os algarismos romanos;
- 7 é a soma dos lados opostos de um dado (1e6, 5e2, 3e4);
- 7 são as maravilhas do mundo;
- 7 pessoas fundaram o partido nazista;
- 7 estados foram desafiados por Lampião;
- 7 Imperadores de Roma morreram assassinados;
- 7 são os pecados capitais;
- 7 foram as Chagas de Cristo;
- Só no Velho Testamento, ele aparece mais de duzentas e setenta vezes. No Novo Testamento, aparece mais de cinqüenta vezes, sendo trinta vezes só no Apocalipse.
Essa lista poderia ser ainda maior, tamanha a relação desse numeral com fatos da religião, ciência e história, por exemplo. Até em músicas ele é citado por diversas vezes, como em “Os Números”, de Raul Seixas e “Canção Agalopada”, de Zé Ramalho. Como disse, sem uma explicação racional, mas bastante interessante.
Kelly de Almeida Afonso Freitas nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 03/03/1983, surgiu na mídia como dançarina e esposa do cantor Latino. No ano de 2001 lançou seu primeiro trabalho solo e alcançou o sucesso nacional vendendo muitos discos e participando de todos os programas que abrigavam seu estilo musical.
Com uma altura de 1,67m e dois filhos, mantem seu corpo sempre em forma e hoje pesa apenas 58Kg. Considero Kelly uma das mais belas cantoras do país, apesar de não gostar de seu estilo musical, acho sua beleza bastante particular, sorriso lindo e corpo escultural, que em minha opinião, parece ter sido esculpido a mão.
A musa é torcedora do Flamengo, seus passatempos preferidos sempre envolvem cinema, teatro e kart, também gosta muito de tocar teclado. Já possui seis tatuagens em seu corpo, e por admirar isso bastante, ainda pretende fazer mais algumas.
Atualmente Kelly Key conta com uma discografia de seis álbuns e dois DVDs, contrariando muitas opiniões que surgiram no seu início de sua carreira, quando todos achavam que ela não passaria de seu primeiro disco, aquele do megasucesso Baba Baby. Mas a garota carioca continua na mídia sempre colorindo os programas chatos e maçantes de nossos domingos, está novamente casada e divulgando o seu mais novo trabalho, lançado esse ano com o título de Pra Brilhar.
Foi no dia 30 de novembro de 1980 que o Brasil perdeu o maior sambista de sua história, o seu maior representante nesse estilo tão popular. Angenor de Oliveira, o divino mestre CARTOLA, poeta, sambista e fundador de uma das mais importantes escolas de sambas do Rio de Janeiro.
Nascido em 1908 no bairro do Catete, aos onze mudou-se para o Morro da Mangueira devido a problemas financeiros de sua família, e foi lá que o mestre ficou bastante popular como compositor e sambista, conheceu seu amigo e grande parceiro nos carnavais da época, Carlos Cachaça, nascia assim em 1928 a Estação Primeira de Mangueira.
Apesar de sempre ter vivido no mundo do samba, ter obtido bastante sucesso como compositor e ser amigo das maiores referências do estilo daquela época, Cartola passou por muitas dificuldades em sua trajetória e apenas em 1974 teve a oportunidade de gravar seu primeiro disco, registrando de vez sua voz, poemas e seu nome para eternidade do samba.
Como isso é apenas um Vale Lembrar, vou deixar para o Marcelo um dia contar a história do mestre com mais riqueza de detalhes, afinal ele tem mais propriedade no assunto. Vou terminar com uma frase de Nelson Sargento (sambista e amigo de Cartola), ”Cartola não existiu. Foi um sonho que a gente teve”.