O ARMAZÉM!


LANÇAMENTO COMENTADO – LENINE – LABIATA (2008)

 

 

 

Após seis anos, Lenine lança álbum de inéditas. Em Labiata (nome de uma rara orquídea) o cantor continua sua saga compondo belas canções. Há no disco parcerias com Arnaldo Antunes nas faixas “O Céu é Muito”, que conta com pesadas guitarra e bateria e “Excesso Exceto”, que além da citada parceria, conta também com a participação do cantor China nos vocais. Outra parceria inusitada foi realizada com Chico Science, já que Lenine canta “Samba e Leveza”, música que fazia parte do material inédito deixado por Science. As letras continuam interessantes, como em “Lá vem a Cidade” que abrange o desenvolvimento desorganizado e violento das grandes metrópoles, “É fogo”, um desabafo contra desinteligências humanas, tais como o aquecimento global e dependência tecnológica, onde o cantor solta um sonoro “É foda!”, o que não é lá muito comum em sua obra. A faixa “Continuação” lembra a poesia concreta de Arnaldo Antunes, conta com a participação dos filhos de Lenine, mas o que chama bem a atenção é seu arranjo, melancólico e triste (me lembrei de Preto Velho, dos Secos e Molhados).  O disco foi finalizado em Londres, no estúdio de Peter Gabriel. Sou suspeito para falar, mas gostei demais desse novo trabalho de Lenine: recomendo!

Outros destaques: “Ciranda Praieira”, “Mancha” e “Magra”.

 

Marcelo 



Escrito por marcelo às 18h46
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CRÔNICAS DE ARMAZÉM! – Um Sentimento Eterno pode deixar de sê-lo?

 

 

 

Se partirmos do princípio de que Deus existe, e creio que a maioria das pessoas acredita nisso, então temos que acreditar também na ressurreição, na vida eterna, e para termos esse merecimento, devemos viver seguindo seus ensinamentos (o que é muito difícil), ou nos arrependermos de atos errados (o que também é muito difícil), contudo, entendo que a concepção do relacionamento com Deus parte de cada um, cada qual tem sua maneira de se relacionar com Ele. Agora, uma questão me incomoda: aprendemos durante toda a vida que Deus é a personificação do amor, e se cremos Nele, deveríamos crer no amor, não faz sentido?

E onde foi parar todo esse amor? Talvez o único realmente verdadeiro que persista seja o amor entre familiares (talvez!), já que muitas vezes o relacionamento entre seres não passa de algum sentimento como consideração, e basta um dos envolvidos divergir de alguma situação para que a consideração de seu par comece a diminuir. A vida tem nos mostrado cada vez mais que o amor tende a desaparecer, não há respeito com o próximo, com as crianças, com idosos, basta permanecer alguns minutos em frente à TV durante algum telejornal e temos provas e mais provas de tal fato. O sentimento entre homem e mulher, cada vez mais beira a promiscuidade, a traição, o desrespeito. Trai-se o marido ou a esposa, abandona-se, cria-se nova família e acha-se que está tudo bem! Será que é assim que deveria funcionar? Alguém, que um dia ouviu juras de amor, vai sair perdendo! Amigos, que se dizem amigos de verdade, irmãos de fé, sem dificuldade alguma passam a achar que você não tem mais significado em suas existências e te abandonam, e ainda pior, não raras as vezes passam a falar mal de ti – uma vergonha! O ser humano demonstra que cada vez mais depende do dinheiro, da posição social, do sexo somente pelo sexo, de bens materiais. A racionalidade de que tanto nos gabamos foi parar aonde? No esgoto do egoísmo? Da vaidade? Uma nova era parece se aproximar, pena ela se apresentar às avessas, onde a barbárie e a falta de companheirismo aumentam e aumentam cada dia mais. De minha parte, a crença no amor só tem diminuído e isso me entristece, já que assim não me sinto tão próximo de Deus.

 

Marcelo



Escrito por marcelo às 18h42
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LENDAS, MITOS E AFINS

 

“DECIFRA-ME OU DEVORO-TE!” – O ENIGMA DA ESFINGE

 

 

 

Com cabeça de mulher, corpo de leão e asas de águia, a Esfinge foi um importante tema mitológico nas antigas civilizações do Egito e da Mesopotâmia. Segundo uma lenda grega, a Esfinge invadiu Tebas, enviada por Hades ou Hera, destruindo campos e afugentando moradores. A temida criatura prometeu deixar o local se alguém conseguisse decifrar seu enigma, porém, aqueles que tentassem e não realizassem tal objetivo seriam devorados por ela. Perguntava a Esfinge: “Que animal caminha com quatro pés pela manhã, dois ao meio-dia e três ao entardecer e é mais fraco quando tem mais pernas?”. Édipo (que futuramente merecerá seu próprio post) solucionou o enigma respondendo “o homem, pois ele engatinha quando criança, caminha com duas pernas quando adulto e utiliza um bastão na velhice”. A esfinge propôs novo desafio: “São duas irmãs. Uma gera a outra. E a segunda, por sua vez, é gerada pela primeira. Quem são elas?”. Eis que Édipo responde: “A escuridão e a luz. A luz do dia, clareira aberta no céu, gera a escuridão da noite, que por sua vez precede o dia”. Ao ver seu enigma solucionado, a Esfinge suicidou-se, atirando-se num abismo e Édipo, por tal feito, foi coroado Rei de Tebas.  

 

Marcelo



Escrito por marcelo às 01h25
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FOTOS E FATOS

 

AVENIDA PAULISTA – SÃO PAULO/SP

 

 

 

Inaugurada em 8/12/1891, com a finalidade de expandir novas áreas residenciais que não estivessem muito próximas às áreas mais movimentadas do período, a Avenida Paulista hoje é um dos principais pólos econômicos e culturais da cidade. Abriga instituições culturais, restaurantes, bancos, empresas, hotéis e toda uma gama de diversidades que fazem dela um dos locais de maior destaque em São Paulo. È considerada o cartão postal do Município e abriga diariamente milhares de pessoas vindas dos mais diversos locais da cidade. Seria improvável imaginar naquela época no que se transformaria a tal nova área residencial, assim como para nós, é improvável imaginá-la de tal forma.

 

A mais paulista das avenidas nos dias atuais: diferente, não?

 

Marcelo 



Escrito por marcelo às 23h49
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VALE COMENTAR

 

Aproveitando o gancho da recente passagem da banda pelo Brasil, vale comentar sobre

 

DURAN DURAN – RIO (1982)

 

 

 

É praticamente impossível falar algo sobre a história da música pop dos anos 80 sem relembrar Duran Duran. Apesar de sua carreira se estender até os dias atuais, foi naquela época que o grupo lançou seus melhores álbuns, e dentre eles se destaca Rio, um disco de fácil audição, com músicas que ainda herdam algo da disco music, mas que já se caracteriza como a música pop do período pós-punk. Numa época em que se ouvia incessantemente nas rádios músicas realmente viciantes (no bom sentido, afinal era muito bom ouvi-las) de grupos como The Human League, Spandau Ballet, Hall & Oats, J. Geils Band, entre outros, foi o Duran Duran quem conseguiu lançar um trabalho mais coeso e de uma maior expressão. John Taylor, baixista, consegue desenvolver uma linha de melodias em seu instrumento que se sobressai em todo o disco, talvez o maior destaque positivo do álbum. Rio traz enormes sucessos, tais como: “Hungry Like the Wolf”, “Rio” e “Save a Prayer”, que fazem parte de programações de FM’s até hoje em dia, quase três décadas após seu lançamento. Outros destaques são “The Chauffeur”, “Last Change on the Stairway” e “New Religion”.

O Duran Duran sempre foi muito criticado, acredito que mais por preconceito ao pop do que com real razão, afinal Rio foi um álbum extremamente premiado tanto em sua época quanto recentemente, já que em 2003 alcançou a 65ª posição entre os 100 maiores discos da história, segundo a afamada revista New Musical Express. Outro detalhe bem bacana é a obra de sua capa, que remete à pop art desenvolvida em meados da década de 70 e que teve entre seus expoentes Andy Warhol. Preconceitos e preconceituosos à parte, Rio é um excelente disco e faz parte da história da musica pop.

 

Marcelo   



Escrito por marcelo às 23h14
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ARQUIVO X - INFÂNCIA

Kurt Cobain e Eddie Vedder, a infância Grunge!

Márcio js



Escrito por marcios77 às 23h26
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ARQUIVO DE SHOWS (MEMÓRIAS)

CHUCK BERRY – OLYMPIA – SP (1994 ou 1995)

 

 

 

Não me recordo bem se era 1994 ou 1995 quando Chuck Berry fez uma memorável apresentação na antiga casa de shows Olympia, em São Paulo. Nesse período eu costumava ir sozinho a alguns shows e me recordo que nesse, especificamente, fiz algo que não era de minha rotina: locomover-me até o local do espetáculo sem ter comprado ingresso!

Devido a tal fato fui para o Olympia com certa antecedência, na esperança de conseguir comprar ingresso antes do início do show. Quando cheguei fiquei sabendo que os tickets já haviam se esgotado. Confesso que fui tomado por uma profunda decepção, já que realmente estava com uma imensa vontade de ver Chuck Berry. A fila para a entrada já se formara e eu não conseguia ir embora, tamanho o meu desejo de assistir a apresentação. Fiquei circulando para lá e para cá, pensei em procurar algum cambista, mas a “grana” estava contada e eu não teria condições de pagar muito mais caro. Num determinado momento, um rapaz que estava “meio perdido” também, se aproximou e me perguntou se eu não tinha interesse em comprar um ingresso seu, já que sua namorada não tinha aparecido, e ainda ofereceu-o pelo mesmo preço da bilheteria (imagino que ele deveria estar com muita raiva!). Não tive dúvidas, nem sequer pensei no fato de o ingresso não ser verdadeiro, comprei e me encaminhei para a fila de entrada. O ingresso era verdadeiro. Lá estava eu na presença de um dos precursores do Rock ‘n’ Roll, contemporâneo de Elvis Presley, Gene Vincent, Little Richard e Buddy Holly, entre outros. Chuck Berry fez uma apresentação de apenas uma hora, porém, tempo suficiente para tocar todos os seus clássicos, como por exemplo, “Sweet Little Sixteen”, “Johnny Be Good” e “Roll Over Beethoven”. Numa certa altura do show, o músico, como já havia feito anteriormente em outras apresentações, convidou algumas jovens da primeira fila para dançarem junto à ele em cima do palco, transformando-o numa imensa festa do mais puro Rock ‘n’ Roll. Foi uma apresentação memorável, não só pelo fato de estar na presença de uma lenda viva da história da música, mas também pela diversão e alegria que seu espetáculo proporcionou a todos os presentes. Das dezenas de shows que já presenciei, esse guardo com carinho em minha memória, pois tive a oportunidade de vivenciar (ou ter uma idéia) de como era o Rock em seu início e o que ele transmitia para as pessoas.  Foi sensacional!!

 

Marcelo  



Escrito por marcelo às 17h33
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HUMOR



Escrito por marcelo às 02h25
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LANÇAMENTO COMENTADO

GUNS N’ ROSES – CHINESE DEMOCRACY (2008)

 

 

 

Após uma longa espera de 15 anos, finalmente o Guns n’ Roses lança um álbum de músicas inéditas. Partes de Chinese Democracy já podiam ser apreciadas há um bom tempo em versões-demo disponibilizadas na Internet, como por exemplo, as faixas “Better” e “IRS”, porém, elas sozinhas não demonstram exatamente o conteúdo do álbum, já que podem ser, juntamente com “Chinese Democracy” e “Shackler’s Revenge”, classificadas como as que possuem uma sonoridade mais “moderna”, às vezes até flertando com o rock industrial, remetendo a Nine Inch Nails, não se parecendo em nada com o som produzido pela banda no passado. Por outro lado, faixas como “This I Love”, “Sorry”, “Madagascar”, “There Was a Time” e “Prostitute”, fazem relembrar a fase em que o grupo era um verdadeiro gigante que caminhava sobre a terra. Logicamente as guitarras de Slash fazem muita falta, mas há no disco belos solos e arranjos desse instrumento e a banda que acompanha Axl Rose desempenha bem seu papel. Se valeu ou não a pena esperar, cada um que tire suas conclusões, mas de qualquer forma o lançamento de Chinese Democracy conseguiu mexer com o mundo da música, algo relevante para uma banda considerada morta há mais de uma década. Resumo da ópera: trata-se do encontro do velho com o novo, há momentos bem diferentes no trabalho e para aqueles que gostam de Guns n’ Roses, a audição de Chinese Democracy tende a ser bem agradável, desde que comparações sejam postas de lado.

 

Marcelo



Escrito por marcelo às 01h01
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CLÁSSICO AO VIVO

CONCERT: THE CURE LIVE (1984)

 

 

 

Primeiro álbum gravado ao vivo pelo grupo The Cure, durante a turnê inglesa do disco The Top, Concert apresenta um repertório de primeiríssima qualidade. Nele estão reunidos grandes clássicos, sendo que as versões das músicas apresentadas foram executadas de uma forma mais “crua” pela banda, o que o torna bastante interessante. Sua capa está entre minhas preferidas, e me recordo de tê-la desenhado algumas vezes. The Cure, sem a menor sombra de dúvida, é uma banda especial e possui uma discografia altamente recomendável, incluindo outros bons discos ao vivo, porém, Concert possui toda uma aura especial, já que captura a banda na parte inicial de sua carreira, fase de extrema inspiração.

 

Faixas: Shake Dog Shake – Primary – Charlotte Sometimes – The Hanging Garden – Give Me It – The Walk – One Hundred Years – A Forest – 10:15 Saturday Night – Killing An Arab

 

Marcelo



Escrito por marcelo às 17h47
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F1 – HALL DA FAMA – JOHN SURTEES

 

 

 

O britânico John Normam Surtees, mais conhecido apenas por John Surtees (Ttsfield – Surrey 11/02/34) participou dos campeonatos mundiais entre 1960 e 1972, disputando 113 Grandes Prêmios, conquistando 6 vitórias, 8 pole positions e 24 pódios, atingiu o sucesso pela equipe Ferrari no ano de 1964 onde obteve o título de Campeão Mundial. Também correu pelas equipes Lótus, Cooper, Lola, Honda, Brm, McLaren e teve sua própria equipe chamada Surtees, pela qual correu nos anos de 1970,71 e 72.

 

Correndo pela Ferrari em 1964 onde foi Campaeão Mundial.

 

O fato mais interessante de toda a carreira de Surtees é que ele foi o único piloto a ser Campeão Mundial em duas e quatro rodas. O piloto correu os GP de 500cc e 350cc durante o período de 1956 a 1960. E não só correu como foi três vezes Campeão Mundial 350cc de 1958 a 1960 e mais quatro vezes Mundial pelas 500cc nos anos de 1956,58,59 e 60. Em 1960 ele correu as duas modalidades de motociclismo e ainda fez sua estréia na melhor categoria do mundo, a Formula 1.

Hoje John vive na cidade de Embridge e ainda arrisca correr em carros antigos por lazer, acompanha a carreira de seu filho Henry Surtees que também se tornou piloto e já está na F-3.

 

 

Márcio js   



Escrito por marcios77 às 22h51
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CARICATURAS

 

Esses caras dispensam apresentações, não é?

Márcio js 



Escrito por marcios77 às 17h12
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DICA DE DVD

 

DOCES BÁRBAROS O FILME – 1976

 

 

Enfim, o documentário da banda que reuniu em 1976 Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia e Gal Costa está sendo lançado em DVD pela Biscoito Fino.

O filme traz mais de 100 minutos da reunião clássica e terá cenas que originalmente foram cortadas da primeira edição do cinema e do VHS que foi lançado na década de 80. Ele também foi restaurado e recuperado, principalmente o áudio que ganhou nova versão em 5.1, para o que era em mono e tinha um som horrível, está bom demais.

Teve uma época em minha vida que eu estava completamente viciado nesse VHS, alugava todo fim de semana, ele retrata a turnê do disco de comemoração de dez anos de estrada dos baianos, e é muito bom, o repertório traz canções fantásticas como, Um Índio, Seu Amor, Esotérico, Peixe, Os Mais doces Bárbaros, Chuck Berry Fields Forever, Pássaro Proibido e  muitas outras. O quarteto  estava no auge de suas brilhantes carreiras, todos cantando muito e com a criação a mil, vale muito a pena conferir essa época de ouro das melhores cantoras e dos melhores compositores do país!No documentário também foi registrada a prisão de Gil e do grande baterista Chiquinho Azevedo por porte de maconha, toda a repercussão do maior escândalo musical daquele ano, é no mínimo interessante rever tudo isso.

Trinta anos depois ainda é um belíssimo passatempo, com apresentações, cenas dos encontros, ensaios, conversas de camarim e toda a preparação dessa antológica turnê, é pra deixar qualquer um arrepiado, ótimo registro, enfim em DVD.

 

Márcio js, isso é maravilhoso   



Escrito por marcios77 às 12h29
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BRASIL, Sudeste, ITAQUAQUECETUBA, Homem, de 26 a 35 anos, Música, Cinema e vídeo, amigos
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