Bem pessoal, depois de acontecer alguns problemas com o UOL nessa semana, decidimos abandonar de vez o blog desse provedor, este será o último post desse blog, que em minha opinião foi um sucesso, na medida do que foi possível, é claro.
Gostaria de agradecer aqueles que nos acompanharam durante esses quase seis meses no ar aqui pela UOL, todos os comentários e dicas recebidas durante todo esse tempo, obrigado mesmo, eu e o Marcelo nos sentimos felizes com a presença de vocês por aqui. Depois de tanta confusão com o antigo blog, nós passamos por cima e criamos esse novo chamado: ARMAZÉM, que deu muito certo pra mim e para meu irmão, e devido a falta de contribuição dos demais participantes e problemas com o site, (um deles é não justificar mais o texto) resolvemos continuar com esse nome e projeto em um outro lugar, ano novo e casa nova! Sem nenhum tipo de mágoas ou rancor, seguiremos em nossa jornada de diversão e expressão. Nós gostamos bastante disso e não podemos parar porque não deu certo com o restante da "equipe".
Nesse final de ano a maré virou muito para mim, estava mais que na hora, já não aguentava tanta chaqualhada dessa vida e tudo tem mudado de cara nesses últimos meses, e acreditem, foi para muito melhor, até a caixinha de meu velho cigarro mudou!!É novos ares, como isso faz bem pra gente, e tomando tudo que vem acontecendo como referência, mudamos o blog de casa, tenho certeza que isso vai melhorar bastante. Até então estava dependendo somente de mim e do meu irmão para permanecer atualizado, única exigência para participar desse bog!!E isso me chateou muito, e como tudo em minha vida mudou recentemente, por que não o blog que fundei com maior alegria? Blog que alguns fizeram a questão de tentar estragar!Sou um cara de opinião forte, todos sabem disso, e se quiserem estragar ou não dar valor a algo, criem e tenham outras idéias, porque essa, tenho o maior orgulho em dizer, foi minha!
Para todos aqueles que gostam de ler nossos textos, estaremos em novo endereço e é claro, com novas idéias e conceitos. Quero deixar claro que o motivo principal da exclusão desse blog foi devido a alguns recursos que o UOL tirou daqui, e nada álem, porque para nós o que importa é aquilo que produzimos...!Muito obrigado, espero que continuem nos acompanhando agora no BLIG, o blog do IG, de cara e coração renovado vamos continuar nossa estrada, e dessa vez, sem poeiras pelo caminho!!
E é com muita honra que passo a todos vocês o novo endereço:
Como comentei abaixo sobre o massacre de Sabra e Shatila, acho justo também comentar que conheci tal história através da música “Expresso Oriente”, que faz parte do disco Pânico em SP, dos Inocentes. Esse álbum é de extrema importância para mim, desde que o conheci, em seu lançamento, ele figura entre as obras nacionais de que mais gosto. O disco traz músicas de grande destaque na carreira do grupo paulistano, tais como “Rotina”, “Ele Disse Não”, “Pânico em SP” e “Não Acordem a Cidade”. Os Inocentes, vindos do berço da música punk, foram classificados como traidores do movimento, mas acredito que rótulos pouco importam, o que deve realmente ser destacado é a qualidade do trabalho em si, algo que a banda provou possuir por diversas vezes. Mesmo tendo sido lançado como um EP (disco em que a quantidade de faixas era reduzida), Pânico em SP deixou bem claro que o grupo Inocentes realmente tinha algo a dizer e que o faria com grande competência. Ouça no Volume Máximo!
Após o holocausto causado pelos nazistas, reforçou-se a idéia do movimento sionista, que pregava a idéia de que os judeus deveriam possuir um Estado nacional. Partindo daí, fundou-se em 1948, na Palestina, que era governada pelos ingleses, o Estado de Israel. Tal idéia de criação desse Estado data desde 1922, mas não como um Estado soberano. Para os judeus, a Palestina é a terra prometida, contudo, a região já era ocupada por povos de cultura e tradição tão antigas quanto à dos recém-chegados, que não viram com bons olhos a invasão de seu território, e em sua grande maioria são formados, até hoje, por pobres e analfabetos. Em 1948, após a proclamação do Estado de Israel, os ingleses se retiraram e, imediatamente, Israel foi atacado pelo Egito, o Iraque, a Jordânia, o Líbano e a Síria, que foram derrotados em poucos meses. Após tal derrota milhares de palestinos tiveram que abandonar a região e foram exilados. Assim nasce outro drama: o dos refugiados palestinos.
O Líbano, que sempre despertou interesse entre os sionistas, foi invadido por Israel em 1982. Com a invasão, a responsabilidade pela proteção e integridade dos civis libaneses passou a ser de Israel e grande parte dos refugiados palestinos foi concentrada nos campos de Sabra e Shatila, na periferia de Beirute. O Ministro da Defesa de Israel, na época, era Ariel Sharon.
Fotografia que captura o local pouco tempo depois do massacre
Na noite de 16 para 17 de setembro de 1982, milicianos cristãos maronitas, contrários às massas árabes muçulmanas e que haviam feito aliança com Israel, invadiram os campos de Sabra e Shatila e massacraram milhares de pessoas, sendo que no início do massacre a maioria foi morta a facadas, silenciosamente. Tal incidente durou por volta de 40 horas e, dependendo da fonte de informação, estimasse que o número de mortos varie entre 800 a 3.500 pessoas. As primeiras notícias do massacre causaram uma onda de indignação mundial e tropas da ONU foram encaminhadas para Beirute, com o fim de proteger os campos de refugiados. Ariel Sharon negou qualquer envolvimento israelense com o fato, contudo, foi demitido do cargo de Ministro da Defesa na época. Até hoje paira a dúvida se os israelenses estão diretamente ligados ao fato ou não, o que não deixa dúvida é que se tratou de um ato terrorista de extrema covardia contra civis, merecendo um julgamento como crime de guerra.
Abaixo, um vídeo de aproximadamente 4
minutos que demonstra todo o horror do massacre de Sabra e Shatila. São imagens
fortes, mas que não devem ser esquecidas e sim servirem de exemplo para a
humanidade. Fatos como esse não deveriam se repetir jamais!
Novidade no site UOL, foi ao ar esta semana o primeiro especial ao vivo no Estúdio Mega em SP e para começar bem convidaram o SKANK para tocar e divulgar seu novo disco, ESTANDARTE, e eu escolhi a bela Ainda Gosto Dela para colocar aqui no BEST VIDEOCLIP, som lindo!!
Seria o número sete realmente místico? Essa pergunta é bem complicada de se responder, porém o misticismo que envolve esse numeral é bem interessante. A criação da semana foi baseada pelos povos antigos nos sete astros conhecidos na época: o Sol, a Lua, Marte, Mercúrio, Júpiter, Vênus e Saturno, e parte daí algumas explicações para a vasta aparição do número sete na história da humanidade, por parte de alguns estudiosos, porém, não há nada conclusivo sobre tal fato. Alguns o consideram como o número da perfeição, outros se impressionam com a quantidade de vezes que ele aparece na Bíblia e alguns outros com sua aparição até em elementos da natureza. A tentativa de interpretação de toda essa mitologia em torno do número sete depende de cada um, mas o principal que não podemos negar é que sua presença em diversos assuntos faz com que o número sete seja um número bastante curioso. Alguns exemplos de sua aparição:
- 7 são os dias da semana;
- 7 são as notas musicais;
- 7 dias para a criação do Mundo;
- 7 são as cores do arco-íris;
- 7 são os palmos de uma sepultura;
- 7 são as Trombetas do Apocalipse;
- 7 são os algarismos romanos;
- 7 é a soma dos lados opostos de um dado (1e6, 5e2, 3e4);
- 7 são as maravilhas do mundo;
- 7 pessoas fundaram o partido nazista;
- 7 estados foram desafiados por Lampião;
- 7 Imperadores de Roma morreram assassinados;
- 7 são os pecados capitais;
- 7 foram as Chagas de Cristo;
- Só no Velho Testamento, ele aparece mais de duzentas e setenta vezes. No Novo Testamento, aparece mais de cinqüenta vezes, sendo trinta vezes só no Apocalipse.
Essa lista poderia ser ainda maior, tamanha a relação desse numeral com fatos da religião, ciência e história, por exemplo. Até em músicas ele é citado por diversas vezes, como em “Os Números”, de Raul Seixas e “Canção Agalopada”, de Zé Ramalho. Como disse, sem uma explicação racional, mas bastante interessante.
Kelly de Almeida Afonso Freitas nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 03/03/1983, surgiu na mídia como dançarina e esposa do cantor Latino. No ano de 2001 lançou seu primeiro trabalho solo e alcançou o sucesso nacional vendendo muitos discos e participando de todos os programas que abrigavam seu estilo musical.
Com uma altura de 1,67m e dois filhos, mantem seu corpo sempre em forma e hoje pesa apenas 58Kg. Considero Kelly uma das mais belas cantoras do país, apesar de não gostar de seu estilo musical, acho sua beleza bastante particular, sorriso lindo e corpo escultural, que em minha opinião, parece ter sido esculpido a mão.
A musa é torcedora do Flamengo, seus passatempos preferidos sempre envolvem cinema, teatro e kart, também gosta muito de tocar teclado. Já possui seis tatuagens em seu corpo, e por admirar isso bastante, ainda pretende fazer mais algumas.
Atualmente Kelly Key conta com uma discografia de seis álbuns e dois DVDs, contrariando muitas opiniões que surgiram no seu início de sua carreira, quando todos achavam que ela não passaria de seu primeiro disco, aquele do megasucesso Baba Baby. Mas a garota carioca continua na mídia sempre colorindo os programas chatos e maçantes de nossos domingos, está novamente casada e divulgando o seu mais novo trabalho, lançado esse ano com o título de Pra Brilhar.
Foi no dia 30 de novembro de 1980 que o Brasil perdeu o maior sambista de sua história, o seu maior representante nesse estilo tão popular. Angenor de Oliveira, o divino mestre CARTOLA, poeta, sambista e fundador de uma das mais importantes escolas de sambas do Rio de Janeiro.
Nascido em 1908 no bairro do Catete, aos onze mudou-se para o Morro da Mangueira devido a problemas financeiros de sua família, e foi lá que o mestre ficou bastante popular como compositor e sambista, conheceu seu amigo e grande parceiro nos carnavais da época, Carlos Cachaça, nascia assim em 1928 a Estação Primeira de Mangueira.
Apesar de sempre ter vivido no mundo do samba, ter obtido bastante sucesso como compositor e ser amigo das maiores referências do estilo daquela época, Cartola passou por muitas dificuldades em sua trajetória e apenas em 1974 teve a oportunidade de gravar seu primeiro disco, registrando de vez sua voz, poemas e seu nome para eternidade do samba.
Como isso é apenas um Vale Lembrar, vou deixar para o Marcelo um dia contar a história do mestre com mais riqueza de detalhes, afinal ele tem mais propriedade no assunto. Vou terminar com uma frase de Nelson Sargento (sambista e amigo de Cartola), ”Cartola não existiu. Foi um sonho que a gente teve”.
Após seis anos, Lenine lança álbum de inéditas. Em Labiata (nome de uma rara orquídea) o cantor continua sua saga compondo belas canções. Há no disco parcerias com Arnaldo Antunes nas faixas “O Céu é Muito”, que conta com pesadas guitarra e bateria e “Excesso Exceto”, que além da citada parceria, conta também com a participação do cantor China nos vocais. Outra parceria inusitada foi realizada com Chico Science, já que Lenine canta “Samba e Leveza”, música que fazia parte do material inédito deixado por Science. As letras continuam interessantes, como em “Lá vem a Cidade” que abrange o desenvolvimento desorganizado e violento das grandes metrópoles, “É fogo”, um desabafo contra desinteligências humanas, tais como o aquecimento global e dependência tecnológica, onde o cantor solta um sonoro “É foda!”, o que não é lá muito comum em sua obra. A faixa “Continuação” lembra a poesia concreta de Arnaldo Antunes, conta com a participação dos filhos de Lenine, mas o que chama bem a atenção é seu arranjo, melancólico e triste (me lembrei de Preto Velho, dos Secos e Molhados). O disco foi finalizado em Londres, no estúdio de Peter Gabriel. Sou suspeito para falar, mas gostei demais desse novo trabalho de Lenine: recomendo!
Outros destaques: “Ciranda Praieira”, “Mancha” e “Magra”.
CRÔNICAS DE ARMAZÉM! – Um Sentimento Eterno pode deixar de sê-lo?
Se partirmos do princípio de que Deus existe, e creio que a maioria das pessoas acredita nisso, então temos que acreditar também na ressurreição, na vida eterna, e para termos esse merecimento, devemos viver seguindo seus ensinamentos (o que é muito difícil), ou nos arrependermos de atos errados (o que também é muito difícil), contudo, entendo que a concepção do relacionamento com Deus parte de cada um, cada qual tem sua maneira de se relacionar com Ele. Agora, uma questão me incomoda: aprendemos durante toda a vida que Deus é a personificação do amor, e se cremos Nele, deveríamos crer no amor, não faz sentido?
E onde foi parar todo esse amor? Talvez o único realmente verdadeiro que persista seja o amor entre familiares (talvez!), já que muitas vezes o relacionamento entre seres não passa de algum sentimento como consideração, e basta um dos envolvidos divergir de alguma situação para que a consideração de seu par comece a diminuir. A vida tem nos mostrado cada vez mais que o amor tende a desaparecer, não há respeito com o próximo, com as crianças, com idosos, basta permanecer alguns minutos em frente à TV durante algum telejornal e temos provas e mais provas de tal fato. O sentimento entre homem e mulher, cada vez mais beira a promiscuidade, a traição, o desrespeito. Trai-se o marido ou a esposa, abandona-se, cria-se nova família e acha-se que está tudo bem! Será que é assim que deveria funcionar? Alguém, que um dia ouviu juras de amor, vai sair perdendo! Amigos, que se dizem amigos de verdade, irmãos de fé, sem dificuldade alguma passam a achar que você não tem mais significado em suas existências e te abandonam, e ainda pior, não raras as vezes passam a falar mal de ti – uma vergonha! O ser humano demonstra que cada vez mais depende do dinheiro, da posição social, do sexo somente pelo sexo, de bens materiais. A racionalidade de que tanto nos gabamos foi parar aonde? No esgoto do egoísmo? Da vaidade? Uma nova era parece se aproximar, pena ela se apresentar às avessas, onde a barbárie e a falta de companheirismo aumentam e aumentam cada dia mais. De minha parte, a crença no amor só tem diminuído e isso me entristece, já que assim não me sinto tão próximo de Deus.
Com cabeça de mulher, corpo de leão e asas de águia, a Esfinge foi um importante tema mitológico nas antigas civilizações do Egito e da Mesopotâmia. Segundo uma lenda grega, a Esfinge invadiu Tebas, enviada por Hades ou Hera, destruindo campos e afugentando moradores. A temida criatura prometeu deixar o local se alguém conseguisse decifrar seu enigma, porém, aqueles que tentassem e não realizassem tal objetivo seriam devorados por ela. Perguntava a Esfinge: “Que animal caminha com quatro pés pela manhã, dois ao meio-dia e três ao entardecer e é mais fraco quando tem mais pernas?”. Édipo (que futuramente merecerá seu próprio post) solucionou o enigma respondendo “o homem, pois ele engatinha quando criança, caminha com duas pernas quando adulto e utiliza um bastão na velhice”. A esfinge propôs novo desafio: “São duas irmãs. Uma gera a outra. E a segunda, por sua vez, é gerada pela primeira. Quem são elas?”. Eis que Édipo responde: “A escuridão e a luz. A luz do dia, clareira aberta no céu, gera a escuridão da noite, que por sua vez precede o dia”. Ao ver seu enigma solucionado, a Esfinge suicidou-se, atirando-se num abismo e Édipo, por tal feito, foi coroado Rei de Tebas.
Inaugurada em 8/12/1891, com a finalidade de expandir novas áreas residenciais que não estivessem muito próximas às áreas mais movimentadas do período, a Avenida Paulista hoje é um dos principais pólos econômicos e culturais da cidade. Abriga instituições culturais, restaurantes, bancos, empresas, hotéis e toda uma gama de diversidades que fazem dela um dos locais de maior destaque em São Paulo. È considerada o cartão postal do Município e abriga diariamente milhares de pessoas vindas dos mais diversos locais da cidade. Seria improvável imaginar naquela época no que se transformaria a tal nova área residencial, assim como para nós, é improvável imaginá-la de tal forma.
A mais paulista das avenidas nos dias atuais: diferente, não?
Aproveitando o gancho da recente passagem da banda pelo Brasil, vale comentar sobre
DURAN DURAN – RIO (1982)
É praticamente impossível falar algo sobre a história da música pop dos anos 80 sem relembrar Duran Duran. Apesar de sua carreira se estender até os dias atuais, foi naquela época que o grupo lançou seus melhores álbuns, e dentre eles se destaca Rio, um disco de fácil audição, com músicas que ainda herdam algo da disco music, mas que já se caracteriza como a música pop do período pós-punk. Numa época em que se ouvia incessantemente nas rádios músicas realmente viciantes (no bom sentido, afinal era muito bom ouvi-las) de grupos como The Human League, Spandau Ballet, Hall & Oats, J. Geils Band, entre outros, foi o Duran Duran quem conseguiu lançar um trabalho mais coeso e de uma maior expressão. John Taylor, baixista, consegue desenvolver uma linha de melodias em seu instrumento que se sobressai em todo o disco, talvez o maior destaque positivo do álbum. Rio traz enormes sucessos, tais como: “Hungry Like the Wolf”, “Rio” e “Save a Prayer”, que fazem parte de programações de FM’s até hoje em dia, quase três décadas após seu lançamento. Outros destaques são “The Chauffeur”, “Last Change on the Stairway” e “New Religion”.
O Duran Duran sempre foi muito criticado, acredito que mais por preconceito ao pop do que com real razão, afinal Rio foi um álbum extremamente premiado tanto em sua época quanto recentemente, já que em 2003 alcançou a 65ª posição entre os 100 maiores discos da história, segundo a afamada revista New Musical Express. Outro detalhe bem bacana é a obra de sua capa, que remete à pop art desenvolvida em meados da década de 70 e que teve entre seus expoentes Andy Warhol. Preconceitos e preconceituosos à parte, Rio é um excelente disco e faz parte da história da musica pop.
Não me recordo bem se era 1994 ou 1995 quando Chuck Berry fez uma memorável apresentação na antiga casa de shows Olympia, em São Paulo. Nesse período eu costumava ir sozinho a alguns shows e me recordo que nesse, especificamente, fiz algo que não era de minha rotina: locomover-me até o local do espetáculo sem ter comprado ingresso!
Devido a tal fato fui para o Olympia com certa antecedência, na esperança de conseguir comprar ingresso antes do início do show. Quando cheguei fiquei sabendo que os tickets já haviam se esgotado. Confesso que fui tomado por uma profunda decepção, já que realmente estava com uma imensa vontade de ver Chuck Berry. A fila para a entrada já se formara e eu não conseguia ir embora, tamanho o meu desejo de assistir a apresentação. Fiquei circulando para lá e para cá, pensei em procurar algum cambista, mas a “grana” estava contada e eu não teria condições de pagar muito mais caro. Num determinado momento, um rapaz que estava “meio perdido” também, se aproximou e me perguntou se eu não tinha interesse em comprar um ingresso seu, já que sua namorada não tinha aparecido, e ainda ofereceu-o pelo mesmo preço da bilheteria (imagino que ele deveria estar com muita raiva!). Não tive dúvidas, nem sequer pensei no fato de o ingresso não ser verdadeiro, comprei e me encaminhei para a fila de entrada. O ingresso era verdadeiro. Lá estava eu na presença de um dos precursores do Rock ‘n’ Roll, contemporâneo de Elvis Presley, Gene Vincent, Little Richard e Buddy Holly, entre outros. Chuck Berry fez uma apresentação de apenas uma hora, porém, tempo suficiente para tocar todos os seus clássicos, como por exemplo, “Sweet Little Sixteen”, “Johnny Be Good” e “Roll Over Beethoven”. Numa certa altura do show, o músico, como já havia feito anteriormente em outras apresentações, convidou algumas jovens da primeira fila para dançarem junto à ele em cima do palco, transformando-o numa imensa festa do mais puro Rock ‘n’ Roll. Foi uma apresentação memorável, não só pelo fato de estar na presença de uma lenda viva da história da música, mas também pela diversão e alegria que seu espetáculo proporcionou a todos os presentes. Das dezenas de shows que já presenciei, esse guardo com carinho em minha memória, pois tive a oportunidade de vivenciar (ou ter uma idéia) de como era o Rock em seu início e o que ele transmitia para as pessoas.Foi sensacional!!